Casal tentando engravidar: quando o homem deve ser investigado e quais exames a primeira consulta pede

Conteúdo educativo sobre a investigação do fator masculino na infertilidade conjugal: quando iniciar, por que o homem deve ser avaliado junto com a parceira, o que a primeira consulta em andrologia pergunta e examina, e quais exames costumam ser solicitados.

Responsável editorial: Dr. Yuri Lobato, CRM-MG 58550 | RQE 33927 · RQE 44014 · Publicado em 16 Out 2026 · 5 min

Em resumo

Quando um casal tenta engravidar há cerca de um ano sem sucesso, ou há seis meses se a mulher tem mais de 35 anos, a investigação deve incluir o homem desde o início, porque o fator masculino participa de uma parcela relevante dos casos. A primeira consulta em andrologia reúne história clínica, exame físico e exames como espermograma e dosagens hormonais, e a partir deles define se há necessidade de investigação adicional. Nenhum exame isolado fecha o diagnóstico.

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. O diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual com profissional habilitado.

Em muitos casais que tentam engravidar sem sucesso, a investigação começa e termina na mulher: ultrassom, dosagens hormonais, avaliação das trompas. O homem, quando aparece, chega meses depois, muitas vezes já com a parceira em tratamento. Esse atraso custa tempo, dinheiro e, em alguns casos, a chance de tratar uma causa simples. O fator masculino participa de uma parcela relevante dos casos de infertilidade conjugal, e a avaliação do homem deve caminhar junto com a da mulher desde o início.

Quando iniciar a investigação

A recomendação das sociedades de reprodução humana é investigar o casal após cerca de um ano de relações regulares sem contracepção, ou após seis meses quando a mulher tem mais de 35 anos, porque a reserva ovariana diminui com a idade e o tempo passa a pesar mais. Esse prazo, porém, não é regra rígida. Existem situações em que esperar não faz sentido, e nelas a avaliação do homem pode ser antecipada.

  • História de testículo que não desceu na infância, torção testicular ou cirurgia na região
  • Caxumba após a puberdade com acometimento dos testículos
  • Tratamento com quimioterapia ou radioterapia em qualquer época da vida
  • Uso atual ou prévio de anabolizantes ou de testosterona
  • Varicocele conhecida ou percebida ao toque
  • Testículos pequenos, dor ou inchaço escrotal
  • Dificuldade de ereção ou de ejaculação que impede a relação
  • Idade da parceira acima de 35 anos ou reserva ovariana reduzida já documentada

Por que a vida sexual normal não é garantia

Um equívoco frequente é supor que, se a ereção e a ejaculação funcionam, a fertilidade está garantida. Função sexual e produção de espermatozoides são processos diferentes, controlados por mecanismos distintos. Homens com vida sexual normal podem ter baixa contagem de espermatozoides, mobilidade reduzida, alteração de forma ou até ausência total de espermatozoides no sêmen, condição chamada azoospermia, sem nenhum sintoma que os alerte. Só o exame mostra.

O que a primeira consulta avalia

A consulta em andrologia para investigação de fertilidade começa por uma conversa detalhada. O médico pergunta há quanto tempo o casal tenta, com que frequência, se houve gestações anteriores com qualquer parceira, quais doenças e cirurgias o homem já teve, que medicamentos e substâncias usa, como é a rotina de trabalho e se há exposição a calor prolongado, agrotóxicos ou solventes. Tabagismo, álcool em excesso, obesidade e uso de anabolizantes são fatores que a consulta procura ativamente, porque interferem na produção de espermatozoides e são modificáveis.

O exame físico é parte indispensável e, por isso, a avaliação exige consulta presencial. O médico avalia o tamanho e a consistência dos testículos, a presença dos canais deferentes, o epidídimo, sinais de varicocele, características do pênis e distribuição de pelos e de gordura corporal, que dão pistas sobre o estado hormonal. Muitos achados relevantes só aparecem no exame, não na conversa.

Exames que costumam ser pedidos na primeira etapa

  • Espermograma: avalia volume, concentração, mobilidade e forma dos espermatozoides; costuma ser repetido em intervalo de algumas semanas, porque os valores variam de uma amostra para outra
  • Dosagens hormonais: testosterona, FSH e LH, e em casos selecionados prolactina e estradiol, ajudam a entender se a produção está sendo comandada adequadamente
  • Ultrassom da bolsa escrotal com Doppler: indicado quando há suspeita de varicocele, alteração de volume testicular ou nódulo ao exame
  • Exames gerais: glicemia, sorologias e outros, conforme a história de cada homem

O espermograma tem regras de coleta que influenciam o resultado: abstinência ejaculatória em torno de dois a sete dias, coleta completa da amostra, entrega no prazo definido pelo laboratório e ausência de febre ou doença aguda nas semanas anteriores. Um resultado alterado em uma amostra não define o diagnóstico; a repetição faz parte do protocolo. Os valores de referência descrevem populações, e a relação entre um número no laudo e a chance real de gravidez varia de pessoa para pessoa, o que reforça que o laudo seja lido junto com a história clínica e com a avaliação da parceira.

O que vem depois da primeira etapa

Com a história, o exame físico e os primeiros resultados em mãos, o médico organiza os achados em três grupos: causas que podem ser tratadas, como varicocele, alterações hormonais e infecções; causas em que o tratamento é limitado, mas há caminhos pela reprodução assistida; e situações em que a investigação precisa se aprofundar, com exames genéticos, biópsia testicular ou avaliação de fragmentação do DNA espermático. Em uma parcela dos casos, a investigação completa não encontra causa definida, o que se chama infertilidade idiopática, e a evidência ainda é limitada sobre qual conduta é a mais adequada nesse cenário.

Durante todo o processo, a avaliação da parceira segue em paralelo, e as decisões são do casal. Um problema masculino tratável pode mudar completamente o plano, assim como um achado na mulher pode tornar a reprodução assistida o caminho mais adequado mesmo com o homem tendo resultados normais.


Quando procurar avaliação em Belo Horizonte

Homens cujo casal tenta engravidar há cerca de um ano, ou há seis meses quando a parceira tem mais de 35 anos, e aqueles com qualquer fator de risco conhecido podem agendar consulta em andrologia para iniciar a investigação. Em Belo Horizonte (MG) e região, a avaliação presencial inclui história clínica, exame físico e solicitação dos exames adequados a cada caso, com os resultados interpretados no contexto do casal. Toda decisão sobre tratamento é tomada em conjunto com o médico, sem que um exame isolado defina o caminho.

Leia também: Espermograma alterado: o que ele diz e o que ele não diz · Varicocele e fertilidade: em que situações a cirurgia entra na conversa

Como este conteúdo foi produzido: texto redigido com apoio de inteligência artificial a partir de pauta, fontes e limites definidos pela equipe de Dr. Yuri Lobato (CRM-MG 58550), que responde por ele. Publicado sob responsabilidade editorial do médico; a revisão clínica, quando registrada na plataforma, aparece nesta página com a data.

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Atendo em Belo Horizonte. Avalio cada caso de forma individual, com avaliação urológica e andrológica e foco em resultado real.

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Perguntas frequentes

Depois de quanto tempo tentando o homem deve ser avaliado?

A orientação geral é iniciar a investigação do casal após cerca de um ano de tentativas sem contracepção, ou após seis meses quando a mulher tem mais de 35 anos. Se houver história conhecida de risco no homem, como criptorquidia, cirurgia testicular, quimioterapia, varicocele ou uso de anabolizantes, a avaliação pode começar antes, sem esperar esse prazo.

Se o homem tem ereção normal, ele pode ser infértil?

Sim. Função sexual e fertilidade são coisas diferentes. Um homem pode ter ereção e ejaculação normais e, ainda assim, produzir poucos espermatozoides, espermatozoides com baixa mobilidade ou nenhum no sêmen. Por isso a avaliação não pode se basear na vida sexual: ela exige exames.

O que a primeira consulta em andrologia pergunta?

Tempo de tentativa, frequência das relações, gestações anteriores com qualquer parceira, doenças da infância como caxumba, cirurgias na região genital, infecções sexualmente transmissíveis, uso de medicamentos, anabolizantes, álcool, tabaco e drogas, exposição a calor ou substâncias químicas no trabalho e sintomas como dor ou inchaço nos testículos. O exame físico avalia testículos, epidídimos, canais deferentes e a presença de varicocele.

Um espermograma normal descarta o fator masculino?

Reduz bastante a chance, mas não descarta por completo. O espermograma avalia número, mobilidade e forma dos espermatozoides, e não a integridade do material genético nem a capacidade de fecundação. Em casais com falhas repetidas ou perdas gestacionais, o médico pode considerar exames complementares. A interpretação depende sempre do contexto do casal.

Como agendar a investigação de fertilidade masculina em Belo Horizonte?

A consulta em andrologia pode ser agendada em Belo Horizonte (MG) e região pelo contato do site. Vale levar exames já feitos, inclusive os da parceira, e anotar o tempo de tentativa e a história de saúde, porque a avaliação do casal é feita em conjunto.

Dr. Yuri Lobato: Formação e Credenciais

Médico urologista e andrologista em Belo Horizonte, atuante como referência em procedimentos íntimos masculinos, com formação nacional e internacional em Urologia, Andrologia e Medicina Sexual. Certificado como UroFill™ Provider em Miami (EUA) e Fellow em Medicina Sexual e Microcirurgia pela Weill Cornell University e pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York.

Formação e atuação

  • Certificação UroFill™ Provider, Miami (EUA)
  • Fellow em Medicina Sexual e Microcirurgia: Weill Cornell University e Memorial Sloan Kettering Cancer Center, Nova York
  • Coordenador do setor de Andrologia e Fertilidade da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-MG)

Autoria e responsabilidade: o conteúdo desta página é publicado sob responsabilidade editorial do Dr. Yuri Lobato, com as fontes consultadas listadas acima. Quando há revisão clínica registrada, a data aparece no topo da página.

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